Foi lançado no dia 20 de março, em Porto Alegre, o Semear – Coletivo de Mulheres do Sindjus, marcando uma nova fase do espaço de organização e mobilização das trabalhadoras do Judiciário gaúcho.
Criado em 2021, o coletivo se consolidou como um espaço de diálogo, formação e fortalecimento das mulheres, promovendo formações, debates sobre as desigualdades de gênero presentes no cotidiano, tanto no ambiente de trabalho quanto na vida social.
Agora, o Semear surge como um recomeço que fortalece essa trajetória e amplia o papel do coletivo na luta por equidade, respeito e valorização das mulheres. Mais do que um espaço de reflexão, o coletivo se projeta como um espaço de ação coletiva, articulação e construção política, reunindo servidoras em torno de pautas fundamentais para o enfrentamento ao machismo e às desigualdades estruturais.
Construção coletiva
A atividade de lançamento foi conduzida pelas diretoras do Sindjus, Silvia Vasconcellos e Sabrina Carvalho, além da presença da dirigente do Sintrajufe, Márcia Coelho, integrante do Núcleo de Mulheres da entidade (Numas), reforçando a importância da articulação entre as entidades e da construção coletiva na luta das mulheres.
A proposta do Semear se sustenta na construção coletiva, a partir da colaboração e da partilha de experiências, para que a ação possa resultar em melhorias concretas na vida das trabalhadoras do Judiciário. “Cada uma contribuindo com as suas ideias, com suas vivências, em uma construção verdadeiramente coletiva. Um coletivo é um plural. Essa é a nossa perspectiva para o futuro: uma coordenação compartilhada, construída em conjunto, que honra as mulheres que vieram antes de nós e projeta um futuro mais promissor”.
O significado do nome também expressa esse caminho. Para a diretora Silvia Vasconcellos, o Semear representa um processo contínuo de construção. “Semear é plantar autonomia, acolhimento e apoio, para que a gente possa colher bons frutos. Não é um ciclo que se encerra, é um ciclo que se transforma. Este é o momento de transição, de construção de um novo tempo”.
Identidade visual: florescer mesmo nos contextos adversos

Durante o encontro, a assessora de Comunicação do Sindjus, Joice Proença, apresentou o processo de construção do nome e da identidade visual, desenvolvido pela Agência Agulha. Inspirada na flor de tuna, espécie nativa da vegetação dos Pampas, a marca simboliza a resistência. “É uma flor que nasce em ambientes hostis, no meio dos espinhos. É isso que a gente quer: que o coletivo tenha essa força de florescer e de esperançar, mesmo diante de um cenário tão difícil”, destacou Joice.
“Em um momento de tanto medo para nós, mulheres, de tantos casos de feminicídios, a identidade visual vem para reafirmar que, mesmo diante dos espinhos, vamos semear novos tempos e florescer, principalmente se estivermos juntas”.
Mais do que uma mudança estética, a nova identidade representa um coletivo que se fortalece, se reorganiza e amplia sua atuação nos espaços de luta e no cotidiano.
Participação
O Semear – Coletivo de Mulheres do Sindjus é aberto para a participação de todas as servidoras – ativas e aposentadas – do Judiciário Gaúcho. Para participar, encaminhe o número de telefone para o email semearcoletivo@sindjus.com.br, para ser incluída no grupo de WhatsApp.



