Fala de Bolsonaro sobre o coronavírus gera riscos para o Brasil

País contabiliza mais de 2 mil casos, com mais de 40 mortes, aponta último balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, nesta terça (24). 

O momento é de risco, necessita de distanciamento social e quarentena para evitar o contágio e a propagação do coronavírus (Covid-19), apontam as entidades de saúde nacionais e internacionais. O Covid-19 tem feito milhares de vítimas, só no Brasil contabilizamos até a tarde desta terça (24) mais de 2 mil casos de pessoas infectadas, sendo 48 mortes entre elas, aponta o último balanço divulgado pelo Ministério da Saúde. Em meio a isso, o presidente da República Jair Bolsonaro, de forma irresponsável e leviana, contrariou todas as recomendações de especialistas, inclusive da Organização Mundial da Saúde (OMS, e pediu o “fim do confinamento em massa”, na noite de ontem. Diante do fato exposto, a Fenajud (Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário nos Estados) vem a público mais uma vez repudiar publicamente a orientação dada pelo chefe do Executivo. A entidade conclama que a sociedade siga todas as recomendações sanitárias dadas até o momento.

A entidade aponta que há algumas medidas necessárias adotadas em outros países para conter o vírus, tais como: evitar aglomerações; ficar em casa e sair apenas para o necessário; lavar e higienizar sempre as mãos; evitar levar as mãos ao rosto; ao tossir ou espirrar utilizar lenços descartáveis, entre outras. De acordo com entidades renomadas, esta é a única forma de evitar que o vírus se espalhe e faça ainda mais vítimas, já que não há vacinas que combata o vírus ainda.

Em seu pronunciamento, o presidente defendeu o fim do confinamento e a reabertura das escolas e do comércio em meio à escalada da pandemia, gerando riscos para todas as famílias do país.

A Federação avalia que o momento pede serenidade e responsabilidade. É necessário que as autoridades que estão à frente da nação ouçam especialistas, técnicos e profissionais da área para que sejam adotadas as precauções e cautelas para o controle da situação.

Assim como a Fenajud, outras entidades também se posicionaram com duras críticas.  Cientistas, médicos, biólogos e profissionais envolvidos diretamente no combate ao Covid-19 também discordam da fala do presidente Bolsonaro. A declaração foi classificada como ‘grave’ pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, enquanto o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse que espera “sensatez, equilíbrio e união”.

Apesar disso, a Fenajud continuará atuante e atenta para colaborar no que for necessário para a superação desta crise. O país está sob o risco de ter milhões de desempregados por conta da crise do coronavírus, e esperamos que a postura do presidente da República mude, que apresente soluções para o enfrentamento do problema, que é urgente.