Pode parecer distante. Um debate “internacional”, restrito à política e diplomacia, mas falar sobre a necessidade de garantir a soberania tem tudo a ver com a tua vida. E sabe por quê?
A verdade é simples e direta: a soberania dos povos impacta a tua vida, o teu salário, o custo do supermercado, a estabilidade do país e a própria democracia.
Ataques à soberania, por meio de golpes, sanções, pressões externas, interferências políticas e campanhas de desinformação gera instabilidade. O dólar sobe, a inflação avança e quem paga a conta é sempre a classe trabalhadora. Não existe ataque “lá fora” que não produza efeitos aqui dentro.
É nesse contexto que o movimento sindical se posiciona. Defender a soberania é defender a democracia, a economia e as condições de vida do povo.
O que está em curso em países da América Latina, como a Venezuela, não pode ser tratado como um fato isolado. Trata-se de uma estratégia mais ampla, conduzida por governos imperialistas, que não toleram projetos políticos que escapem aos seus interesses. Essa lógica de desestabilização se intensifica em períodos eleitorais e decisivos, como as eleições de 2026 no Brasil.
Essa desestabilização não ocorre só através de bombas e mísseis. Vivemos um novo tipo de conflito: a chamada Guerra Híbrida. Não se trata de guerra declarada, mas de ataques simultâneos em várias frentes: jurídica, política, econômica, tecnológica e de comunicação. Todas as forças atuando para criar um ambiente de instabilidade permanente.
A Guerra Híbrida serve para enfraquecer Estados nacionais, desmontar políticas públicas, atacar direitos e abrir caminho para projetos autoritários e ultraliberais. Onde ela avança, avançam também a precarização do trabalho, o desmonte do serviço público e a retirada de direitos. Te lembra do golpe contra a presidenta Dilma Rousseff e tudo que aconteceu depois?
Por isso, a defesa da soberania não é apenas uma posição internacionalista: é uma posição de classe. Sem soberania, não há democracia. Sem democracia, não há direitos. E sem direitos, não há justiça social.
O Sindjus se posiciona porque entende que não existe luta sindical desconectada do projeto de país. Defender a soberania dos povos é defender a estabilidade, o serviço público, a democracia e o direito da população de decidir seu próprio futuro.
Só a organização, a consciência política e a luta coletiva podem enfrentar essa lógica . Seguimos atentos, mobilizados e do lado certo da história.



