União Gaúcha debate crise no IPE Saúde com presidente da ALRS

Nesta terça-feira (5), em reunião com o presidente da Assembleia Legislativa do RS, deputado Valdeci Oliveira (PT), representantes da União Gaúcha em defesa da Previdência Social e Pública apresentaram estudo sobre a crise no IPE-Saúde. Nesta quarta-feira, ocorre Audiência Pública da Comissão de Saúde e do Meio Ambiente da ALRS a partir das 10h para abordar o assunto.

Aparelhamento político, tomada pelo governo de bens imóveis que pertenciam ao patrimônio do IPERGS e garantiam lastro financeiro à Instituição, não pagamento de precatórios, são apontados pela União Gaúcha (da qual o Sindjus é integrante) como os principais problemas que comprometem hoje a continuidade do funcionamento do Instituto. Ao longo das últimas semanas, os integrantes das entidades que compõem a União têm se debruçado sobre o tema e estudam medidas institucionais e judiciais para incidir como representação dos servidores sobre o problema.

Entre servidores públicos e seus dependentes, o IPE Saúde alcança mais de 1 milhão de pessoas atendidas. Sem reconhecer esta importância, no entanto, o governo estadual abandona progressivamente a instituição e, em consequência, compromete a assistência à saúde de milhares de famílias. Diante desta situação, as entidades que integram a União Gaúcha em defesa da Previdência Social e Pública estão mobilizadas para buscar alternativas que contribuam com a solução da crise e a revitalização do Instituto.

Além do atraso nos repasses de recursos aos hospitais, que já passa de R$ 1 bilhão e provocou a suspensão de serviços conveniados em diversas unidades, a defasagem nas tabelas de valores praticados acentua a crise. A União também aponta como um dos fatores agravantes a preponderância de interesses políticos sobre a gestão do IPERGS, principalmente após o fim do sistema de gestão paritária (com dois dos quatro diretores escolhidos por servidores). “O IPE Saúde se tornou uma casa de passagem de agentes políticos e técnicos sem vinculação orgânica com o Instituto, sem requisitos mínimos que denotem uma orientação pela saúde, como colocar o assistido no centro da política, garantindo auditoria médica, protegendo do sucateamento, protegendo servidores públicos”, aponta o presidente da União Gaúcha, Filipe Leiria.

Para o dirigente, o “IPE Saúde está sendo achatado por essa política nefasta e o resultado dela deve ser atribuído ao Palácio Piratini e recairá sobre mais de um milhão de usuários que não têm condições de acessar serviços privados de saúde”. Nesta medida, defende, é imprescindível retomar a autonomia financeira e administrativa da instituição.