Para refletir: O apagamento histórico e o racismo institucional

Quando defende-se a falácia de que não discutir sobre o racismo fará com que ele deixe de existir, repete-se uma violência há muito promovida contra o povo negro. No Brasil, o racismo institucional foi responsável pela destruição de parte fundamental da memória dos povos escravizados trazidos para o país.

No ano de 1890, por ordem do então Ministro da Fazenda Rui Barbosa, foram incinerados todos os registros documentais referentes à escravidão no Brasil (matéria disponível aqui). A justificativa da época seria “destruir esses vestígios por honra da pátria e em homenagem aos deveres de fraternidade e solidariedade para com a grande massa de cidadãos que a abolição do elemento servil entraram na comunhão brasileira.”

Ainda assim, o fato enseja um debate necessário: quanto o apagamento histórico atrasou a luta pela real emancipação do povo negro diante da opressão? Sabemos que tentar esconder um passado nefasto agrava os problemas do presente. Por isso é tão essencial trazer o debate sobre o enfrentamento ao racismo para o centro das discussões sociais e políticas no país. Somente um resgate sério e profundo pode levar a alguma reparação, à conscientização e à construção de uma nova realidade.

Fica aqui o convite à reflexão e ao acompanhamento de nossos conteúdos do Novembro Antirracista. Vamos juntos fazer este enfrentamento!

#NovembroAntirracista