#MarçoPorElas: MULHERES, UNAM-SE

Dando seguimento ao texto tão belamente colocado pela colega Joseane, além de reafirmar tudo nele exposto, chamo a atenção para a necessidade premente, urgente de que as mulheres se unam nessa luta longa e frenética pelos seus direitos, pelo seu lugar, para que sua voz seja ouvida e respeitada em todos segmentos, seja no aspecto político, ético e prático. 

O próprio conceito de feminismo, tem sido considerado de forma extremamente machista, mas o seu verdadeiro sentido, se encontra na busca de unidade, a igualdade entre os gêneros, no não julgamento prévio entre as próprias mulheres, que na maioria das vezes, reforça pensamentos de uma sociedade retrógrada e patriarcal. 

A mulher deve sim, buscar cada vez mais a união, a amizade, o respeito pelas diferenças, a empatia, o sentimento de companheirismo, como forma de fazer valer suas reivindicações. 

Importante também, é saber respeitar outras mulheres que fizeram escolhas diferentes das suas ou que você não compreenda. Seja pelo seu tipo físico, modo de vestir, se decidiram se donas de casa ou não, ter filhos ou não ter. 

Mulheres, busquem a equidade de gênero nas mais variadas áreas.  Dê voz e vez ao seu verdadeiro “EU”, garantindo a sua verdadeira autonomia. Valorize, apóie, contribua com os trabalhos desenvolvidos pelas parceiras dessa longa luta diária, secular.

Babi Souza, em seu livro “Vamos Juntas?”, reforça a idéia de que a  união e o olhar afetuoso entre as mulheres, é fundamental para que se sintam mais fortes e protegidas. 

Marcia Tiburi, filósofa e escritora, também defende que a união deve ser praticada na vida diária, para que através desse companheirismo as mulheres possam viver em uma sociedade mais justa e igualitária.

Então, vamos fazer uma revolução, EM NÓS MESMAS. Deixemos as velhas amarras, os velhos conceitos, os velhos medos. Soltemos a nossa voz, empunhemos a nossa união como arma mais forte para a conquista do nosso espaço, no nosso tempo, sem medo e sem esperar aceitação. Dê sua opinião, faça valer o que pensas e defende.

E para finalizar, transcrevo aqui, sábias palavras de um homem que com certeza soube valorizar as mulheres: “Si Eva hubiera escrito El Genesis, como seria La primera noche de amor Del gênero humano? Eva hubiera empezado por aclarar que Ella no nació de ninguna costilla, ni conocio a ninguna serpiente, ni oferecio manzanasa nadie, y que Dios nunca Le dijo que pariras com dolor y tu marido te dominará. Que todas esas historias son puras mentiras que Adan conto a La prensa. “ Eduardo Galeano.

 

Janete Fabíola Togni de Oliveira

Of. Escrevente alforriada. Novo Hamburgo