Conselho de Representantes debate carreira e problemas do retorno ao trabalho presencial

Dirigentes do Sindjus e representantes de comarcas reuniram-se virtualmente nesta quarta-feira (2) para tratar das questões relativas ao retorno das atividades presenciais no Judiciário.

Diversos participantes relataram as dificuldades enfrentadas em suas comarcas quanto ao cumprimento integral das orientações de segurança constantes na resolução 322 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para o retorno. Além de reiteradas queixas sobre o sistema de aferição de temperatura corporal nas entradas dos fóruns e cartórios, evidenciou-se pelos relatos a ausência de comissões paritárias de servidores e magistrados para monitorar o atendimento aos protocolos de segurança na maioria das comarcas.

Representantes também denunciaram na divulgação de infectados com coronavírus entre os trabalhadores nos locais de atendimento. “Sem essa divulgação clara, os trabalhadores ficam expostos aos risco de maneira cega. É necessário que todos os casos sejam reportados de forma transparente, assegurando aos trabalhadores todas as possibilidades de cuidado e prevenção”, pontuou o diretor secretário-geral, Valter Macedo.

Os dirigentes que participaram do encontro virtual orientaram aos representantes que sigam monitorando suas comarcas e encaminhem todas as denúncias de irregularidades ao Sindjus e ao TJRS. A direção do sindicato solicitará nova reunião com o Comitê gestor do Covid-19 no Tribunal, a fim de levar todos os dados levantados e cobrar soluções aos problemas relatados.

Sobre o Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS), os diretores explicaram os principais pontos da proposta de alteração do anteprojeto da Comissão apresentado de forma conjunta pelas entidades representativas. Destacaram, ainda, a importância do engajamento de todos os servidores no processo de construção do plano. “É fundamental que a categoria se aproprie do tema e debata as propostas apresentadas, a fim de reforçar a defesa da carreira para todos com valorização e justiça. Uma grande mobilização dos trabalhadores em torno desse debate certamente sensibilizará  o TJRS para que acate nossas sugestões de melhora”, ressaltou Macedo.