REAJUSTE SALARIAL – SOMENTE DEPOIS DAS ELEIÇÕES É QUE PROJETOS PODERÃO SER VOTADOS

    O 11 de setembro lembra a tragédia do ataque terrorista às torres gêmeas, nos Estados Unidos, e hoje também se tornou data de má notícia para servidores do judiciário do RS. Os deputados que formam o colégio de líderes da Assembleia Legislativa do RS decidiram que os projetos de reajuste da categoria – prontos para serem votados em plenário – só voltarão a ser analisados depois das eleições do dia 7 de outubro.
    O SINDJUSRS convocou e mobilizou servidores da Capital para acompanharem a reunião dos líderes, realizada na manhã desta terça-feira na sala da presidência da ALRS. O resultado da reunião veio como um balde de água fria, e frustrou todas as expectativas de que o reajuste seria votado na sessão plenária. Entre as conversas de corredor, um deputado da oposição chegou a anunciar a possibilidade de uma sessão extraordinária para apreciação dos projetos. No entanto, a essa altura, poucos acreditam que isso irá acontecer. “As etapas mais difíceis foram vencidas, o PL 218/2017, que trata do reajuste de 5,58% está pronto para ser votado, e agora os líderes de partidos decidiram cancelar as sessões ordinárias até a eleição”, explica o Diretor Jurídico Edson José Busatto.
    O coordenador geral do sindicato, Marco Aurelio Weber, repudia com veemência o que tem dito alguns formadores de opinião da imprensa da capital. Segundo Weber, algumas pessoas estão “tentando colocar a sociedade gaúcha contra os servidores do judiciário, dizendo que a recomposição salarial de 5,58%, referente ao período de abril a novembro de 2015, causaria um impacto gigantesco nos caixas do governo, o que não é verdade. O Poder Judiciário tem orçamento próprio e o reajuste está dentro da previsão orçamentária do TJRS”, esclarece o coordenador geral do Sindjus.

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