NOVA PESQUISA PARA IDENTIFICAR PROBLEMAS DE SAÚDE DE QUEM TRABALHA NA JUSTIÇA

    Seguindo o exemplo da investigação feita com servidores do judiciário do RS por iniciativa do SINDJUSRS, a Fenajud – Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário nos Estados, e a Fenajufe – Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público da União, lançaram uma Pesquisa de Saúde que pretende levantar dados sobre problemas e riscos psicossociais no ambiente de trabalho no judiciário. Com o título “Sofrimento e adoecimento no trabalho do judiciário e MPU” , a pesquisa foi lançada no dia 22 de outubro, em parceria com os sindicatos de base das duas federações. Um link que dá acesso à pesquisa está disponível aqui no site e ficará no ar, inicialmente, por trinta dias. O público-alvo do estudo são os trabalhadores e trabalhadoras do judiciário federal, estadual e MPU (Ministério Público da União).
    A Pesquisa deve ser aplicada em unidades do judiciário de todo território nacional, coordenada pela professora Ana Magnólia Mendes e pelo professor Emílio Faças, do Laboratório de Psicodinâmica e Clínica do Trabalho da Universidade de Brasília (UnB).
    O estudo possibilitará a construção de uma base nacional de dados que dê suporte e formação aos sindicatos, a fim de capacitá-los na ação conjunta para elaboração e disputa de propostas junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
    O conjunto de dados obtidos com o cruzamento das informações levantadas pelo Protocolo vai identificar situações como o assédio moral, possibilitar a construção de políticas que permitam combater a prática abusiva da gestão autoritária, e proporcionar um ambiente de trabalho com mais qualidade de vida.

    O Protocolo
    O questionário vai abordar quatro eixos. O primeiro trata das relações de trabalho e o modelo de gestão adotado na unidade. Já o segundo trafega pelo sofrimento relacionado ao trabalho, gerado por fatores como a falta de reconhecimento, o sentimento de inutilidade entre outros. O valor do trabalho tanto para o servidor quanto para a instituição integram o terceiro eixo. Já o último busca identificar os danos físicos, psicológicos e sociais causados aos trabalhadores e trabalhadoras do judiciário.
    O Protocolo conta ainda com um questionário complementar que fornece dados para a construção do perfil demográfico da categoria.

    Os sindicatos
    As duas federações contam com o apoio dos sindicatos filiados, que farão um trabalho intenso de publicação e divulgação. O trabalho conjunto tem como objetivo alcançar o máximo possível de participantes.

    Integração
    A atividade foi organizada pelas duas federações, por meio de seus coordenadores. Pela Fenajud: Guilherme Peres, Adriana Pondé, Janivaldo Ribeiro Nunes, Dionizio Souza e Wagner Ferreira; pela Fenajufe: Mara Weber, Costa Neto, Marcos Santos e o assessor Alexandre Marques.