FINAL DE ANO MELANCÓLICO PARA OS SERVIDORES DO JUDICIÁRIO

    A saga de terror continua. O ano de 2018 fecha melancolicamente repetindo os anteriores, pois, desde 2015, início do Governo Sartori, instalou-se uma perseguição explícita ao funcionalismo público estadual, na trilha do liberalismo tupiniquim de Michel Temer. Na Assembleia Legislativa, o deputado Gabriel Souza, líder da bancada governista, foi o principal verdugo dos servidores. Eleito um culpado – o serviço público federal e estadual, em efeito dominó -, esse foi fustigado sem trégua, solapados os direitos, parcelados vencimentos etc. O rombo só não foi maior porque a Reforma Previdenciária, golpe fatal para todos os trabalhadores brasileiros, não foi levada a efeito. Todavia, poderá, diante das afirmações de Bolsonaro e equipe, ser o grande presente grego do próximo ano.
    No Judiciário, privilégios continuam mantidos, além de um polpudo reajuste autoconcedido pelo STF, 16% com pagamento imediato, que escorreu para todas as chamadas Carreiras de Estado – juízes, promotores e procuradores de todas as instâncias e esferas, fato que além de onerar fortemente os cofres públicos, estabelece o crescimento vertiginoso do desequilíbrio salarial entre as categorias de servidores.
    No âmbito estadual, muito embora ainda pagando os vencimentos em dia, o TJRS está a dever bastante aos seus servidores, reconhecidos mais uma vez – e isso está se tornando rotina – como os mais eficientes do Brasil. Não há um Plano de Cargos e Vencimentos. Desde 1994, houve muitas versões e escassos debates com a categoria. O vale refeição pago aos magistrados é o dobro do que recebem os servidores, e não houve qualquer esforço da Administração para que fosse aprovada a mísera reposição de 5,58%.
    Lutamos em todas as frentes, inclusive contra interesses corporativos dos que, conosco, coabitam na própria casa, o que torna o combate cada vez mais desigual. Resta a união de esforços, independentemente de ideologia ou de grupos políticos. Vamos continuar trabalhando, mangas arregaçadas e a vontade férrea, mas racional, que sempre caracterizou e foi o perfil da nossa categoria.